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Blog dedicado à cultura pop: música, cinema, Tv e variedades.

 

Domingo, Janeiro 26, 2003

 
DVD: " A Crônica da Inocência"

Quem gosta de filme europeu, não deve deixar de assistir a "Crônica da Inocência", que acaba de chegar às locadoras. O filme conta a história de um menino,Camille, que no aniversário de 9 anos, pede a mãe que o leve a sua verdadeira casa, para que ele se encontre com a sua verdadeira mãe. O que a princípio parecia uma brincadeira ou fantasia infantil, acaba se tornando realidade, quando o menino fornece o endereço de uma outra mulher, violinista, que havia perdido o seu filho, Paul, anos antes, afogado em um acidente de barco. Enquanto o mistério envolvendo a criança não é esclarecido, as duas mulheres passam a viver juntas, contando com a ajuda do tio do menino, que é psiquiatra e tenta encontrar uma explicação para o caso.

Não esperem um filme complexo como o "Sexto Sentido", com efeitos ou explicações mirabolantes. "Crônica da Inocência" é um filme bem simples e realista, que surpreende nos mínimos detalhes. Vale a pena conferir.


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"Estado de saúde de Marie Fredriksson ainda é grave e preocupa fãs do Roxette"

Como muita gente ficou sabendo, no final do ano passado, a Marie Fredriksson, vocalista do Roxette, descobriu que tinha um tumor no cérebro, quando teve um desmaio no banheiro de sua casa. Depois do terrível diagnóstico, Marie fez uma operação e a assessoria de imprensa do Roxette divulgou nota oficial dizendo que Marie estava bem e que precisava apenas de repouso.

Mas, ao que parece, nem tudo vai tão bem assim.Em matéria publicada em 11.12.02, o jornal "Expressen" revelou que o câncer de Marie não está sob controle, e que a cantora vai ter que se submeter a sessões pesadas de quimioterapia.

Segundo o artigo, Marie está encontrando apoio no carinho do marido e de seus dois filhos, mostrando-se forte, apesar de tudo.Só resta agora torcermos para que tudo dê certo e Marie se recupere logo, para retornar ao Roxette.


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CD+DVD: STARS - 1992-2002 (10 anos de Cranberries)



Em 2002, os Cranberries completaram 10 anos de existência, lançando um CD e um DVD comemorativos. O CD é intitulado "Stars"e traz todos os singles da banda, que fizeram sucesso nesta última década. Tem "Dreams", "Linger", "Ode to my family", "Free to decide", entre outras, além de uma música nova inédita "Stars". O CD é pura diversão e tem 20 faixas,além de um CD Bônus, com 04 faixas ao vivo.

O DVD traz todos os vídeos do Cranberries, além de um pocket show de 30 minutos e um documentário sobre a história da banda, chamado "Love and Rock'n roll". É interessante ver como a banda mudou ao longo dos 10 anos. Os primeiros vídeos são muito simples até chegar a fase atual, com efeitos e boa direção. Gosto muito do clipe de "Animal Instinct". O vídeo mostra o drama de uma mãe que perde a guarda dos dois filhos, e faz de tudo para reavê-los, disfarçando-se com uma peruca para retirá-los de um abrigo. Também merece destaque o vídeo de "Just my imagination", em que Dolores, a vocalista da banda, passeia por uma cidade de fantasia, ouvindo o seu discman, entre balões e borboletas desenhados com lápis de cor. Também é ótimo o clipe de "Promises", que mostra o duelo entre um cowboy e uma bruxa no deserto.

O documentário mostra que, ao longo desses 10 anos, muita coisa aconteceu na carreira dos Cranberries. O início da banda foi promissor, sendo que os dois primeiros CDs venderam, juntos, cerca de 15 milhões de cópias no mundo todo. A banda teve uma super exposição na mídia e seus integrantes começaram a sofrer de depressão,porque sentiam falta de uma vida normal, fora do mundo do rock. O resultado disso foi o lançamento do terceiro CD, em clima dark, "To the faithful departed", que quase levou a banda ao fim. Os integrantes se separaram e só voltaram a se reunir em 1998, no prêmio Nobel, ocasião em que tocaram "Promises", anunciando a volta com o ótimo CD "Burry the hatcher".

O show ao vivo apresentado no DVD dura cerca de 30 minutos. Trata-se de uma performance exclusiva, numa pequena casa de shows, na época em que Dolores estava grávida do seu segundo filho. A performance inclui músicas mais recentes, como "analyze", "you & me" e "loud and clear".

Os Cranberries são uma ótima banda e o CD "Stars"é ideal para quem não tem os álbuns do grupo, mas quer conferir os maiores sucessos da última década. Cultura pop recomeda!




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Terça-feira, Janeiro 21, 2003

 
DVD: "FEAST ON SCRAPS"

"Feast on scraps", em uma tradução literal, significa festa dos restos ou das sobras. E é exatamente este o espírito do novo produto lançado pela Alanis Morissette. Trata-se, na verdade, de um kit, contendo DVD e CD, que agrada em cheio a todos os fãs. O DVD tem 140 minutos de duração e é uma espécie de documentário, com partes do show da última turnê da Alanis, entremeados com depoimentos da cantora e dos membros da banda. Tem cenas incríveis da Alanis pelo mundo afora. Destaque para a parte em que ela está andando de limosine e encontra uma fã no carro ao lado, ouvindo "hands clean" em alto volume no rádio. Quando a fã vê que é a Alanis pergunta como faz para ir ao show dela e a Alanis responde "Just go". Hilário, pq a fã realmente acreditava que receberia um ingresso ou backstage pass.Tenho que mencionar tb a cena da Alanis e de um membro da banda dançando techno em uma loja de roupas dos EUA, isso sem falar nas cenas em que a Alanis interpreta um robô quebrado, que fica agradecendo a presença das pessoas no show e querendo dar autógrafos.

O show é bem bacana. A qualidade de som não é lá essas coisas. Não tem opção de audio para Dolbly 2.0, o que é um absurdo, já que nem todo mundo tem home theater equipado com Dolbly 5.1. A maior parte das músicas é mostrada na íntegra, mas os grandes sucessos do novo CD e até do jagged little pill são editados e cortados, o que torna o show meio cansativo.

O CD é excelente e realmente a Alanis fez bem em lançá-lo. Seria um absurdo engavetar aquelas músicas. São nove, ao todo, e a impressão que se tem é de que a Alanis está lançando um novo álbum, menos de 01 ano depois de Under Rug Swept. Gostei muito de "Offer" e "Simple together", que são baladas excelentes, bem no estilo de "Finch". O CD traz ainda "purgatorying", "sister blister" e "bent 4 U", que é uma das melhores.

Pesquisei por aí e o melhor lugar para comprar "Feast on Scraps" é mesmo na FNAC. Até 13/02 o kit sai por R$ 51,92, por conta do desconto de 20% do preço verde. Na Saraiva, custa R$ 69. Mesmo quem não é fã da Alanis deve conferir o resultado final de Feast e se esbaldar com as sobras de Under Rug Swept.




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Segunda-feira, Janeiro 20, 2003

 
Cinema: "Separações"

Em uma época de poucas estréias, "Separações" torna-se um programa praticamente obrigatório. Confesso que, no início estava um pouco relutante em assistir a esse filme, mas acabei sendo convencido a ir por um grupo de amigos, e pelo bonequinho do Globo, que aplaudia de pé. O filme me surpreendeu e marca pontos pro cinema nacional. Narra a história de um relacionamento em crise entre um homem mais velho, Cabral, e uma mulher mais nova, Glorinha, dividindo-se em quatro fases críticas: negação, negociação,revolta e aceitação. O casal do filme chega a conclusão de que precisavam de ""um tempo" e que deveriam ficar separados por 40 dias. Durante esse período, Glorinha se envolve com um colega de trabalho quarentão, Diogo, e começa a ter dúvidas em voltar ou não a se relacionar com Cabral. O filme tem uma estrutura bem simples, mas distrai porque tem diálogos inteligentes e reais, tendo como cenário o Baixo Gávea e o Leblon. Domingos de Oliveira é o diretor e ao mesmo tempo interpreta o personagem principal, Cabral, de uma forma bastante convincente e até mesmo engraçada. Cabral é o típico alcóolatra, que sofre de amor e não se importa em dar vexame. Na verdade, Domingos de Oliveira me lembrou bastante Woody Allen, com as suas tiradas inteligentes e sarcásticas, que seguram o filme a maior parte do tempo. Destaque tb para o ator que interpreta o personagem Ricardo, aspirante a diretor de teatro. Maria Ribeiro não está mal no papel e até que convence como a filha de Cabral. "Separações" é um filme imperdível.


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CAOS URBANO (Ninguém merece!)

Hoje é dia 20 de janeiro, feriado nesta cidade. Feriado para muitos, mas não para mim. Tive que trabalhar normalmente e foi uma grande chatice. Quando estava voltando para casa, peguei a Linha Vermelha e até estava meio tenso com o trânsito da volta do feriadão. Tudo estava correndo bem, até a hora em que cheguei ao Aterro. Por conta do feriado, o acesso para Copacabana estava fechado e eu tive que vir por dentro, pela Praia de Botafogo. Acontece que todo mundo estava voltando de viagem e as ruas do centro se transformaram em um verdadeiro labirinto. Centenas de carros, diversas ruas fechadas e muitos guardas sem saber para onde direcionar o fluxo. Fiquei meio irritado, porque olhava para os lados e via aquelas pessoas bronzeadas, cantando pagode dentro do carro, além dos cones laranjas bloqueando todos os caminhos. Eu ali parado, de terno, engarrafado como se estivesse voltando do feriado prolongado. O pior de tudo foi quando eu entrei na Rua México. Bem atrás do meu carro vinha um vovô de uns 83 anos idade, guiando (não dirigindo) um escort cinza. O fato é que o vovô não tinha muito controle sobre o carro. Não sei se é mal da idade ou se o vovô era mesmo um barbeiro de marca maior. O fato é que naquele esquema anda e pára de engarrafamento, o vovô sempre dava aquela encostadinha irritante na traseira do meu carro. Como se não bastasse o caos urbano para estragar o meu dia, ainda tinha que aturar o vovô. Cada vez que o trânsito evoluía um pouco, eu tentava trocar de faixa, para não ter que entrar em atrito com o vovô. Juro que contei até 10 e xinguei em voz alta uns palavrões para não descer do carro e dar um baita esporro nesse velhinho, que estava passando dos limites. Felizmente, quando o sinal abriu, o vovô deu uma guinada com o seu escort envenenado e passou a frente. Até aí, tudo bem, mas eu só quero saber se o vovô chegou em casa em segurança e sem fazer nenhum estrago.

O grande problema desta cidade é a falta de planejamento e de organização. Em um dia desses de volta de feriado é inconcebível que o Aterro fique fechado para meia dúzia de pessoas correrem e andarem de bicicleta. Fala sério. Enquanto isso, milhares de pessoas são prejudicadas e ficam no maior estresse presos no engarrafamento.

Nem estava pretendendo escrever sobre isso, mas senti a necessidade de extravasar um pouco, e vim pro blog.Até que funcionou....



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A Lei de Murphy no mundo da informática

Acreditem se quiser...Aqui em casa, temos dois computadores de última geração conectados em rede. O objetivo é atender à demanda da minha família, além de impedir que,numa eventualidade, a gente fique sem acesso a internet. Pois é. O fato é que, de uma hora para outra, os dois resolveram quebrar! Agora estou atualizando esse blog através do meu laptop, só pra quebrar um galho e não deixar meu site sem atualizações por muito tempo. É nessas horas que eu vejo como a gente depende da internet hoje em dia. Estou ficando maluco sem poder usar o computador. Faço compras em lojas online, leio e-mails diariamente, entro no home banking e ainda leio notícias nas páginas de internet dos principais jornais. Espero que a situação se resolva logo por aqui!



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Segunda-feira, Janeiro 13, 2003

 
"Kid Abelha no ATL Hall"



No sábado, dia 11.01, assisti ao show acústico do Kid Abelha no ATL. Os ingressos já estavam esgotados desde a quinta feira antes do show, e eu nunca pude imaginar que o Kid fosse capaz de lotar o ATL. Já assisti a vários shows deles no Canecão, e nunca ficava tão cheio. Na realidade, acho que parte desse sucesso se deve ao formato acústico MTV, que é infalível. Basta uma banda gravar os seus grandes sucessos, com novos arranjos, e pelo menos um convidado, que vende no mínimo 250 mil cópias. No caso do Kid, 400 mil cópias!!!! Ao dizer isso, não quero tirar o mérito do Kid. Eles são muito bons, e já estão na estrada há 20 anos, sempre nas paradas.

Ao entrar no ATL, fiquei supreso ao ver que a primeira metade da pista, perto do palco, estava tomada por mesas. Sinceramente, qual é o tipo de pessoa que vai ao show do Kid Abelha para sentar numa cadeira??? Fala sério! Na certa, são pessoas que nem sabem o que estão fazendo ali, e querem ver os artistas de perto. Show com pista restrita nunca é a mesma coisa. A pista é que faz o show. Nela estão os fãs de verdade, que vão cantar as músicas, dançar, interagir com a banda. O resto é o resto.

O show começou com um pequeno atraso de meia hora. Depois de uma introdução rápida com "the sound of music" instrumetal, as cortinas se abriram e o público viu Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato cantando os primeiros acordes de "Lágrimas e Chuva", com uma outra cortina fechada por trás. Perto do refrão "eu vou contando as horas, e fico ouvindo passos....", a segunda cortina se abriu e pudemos ver o cenário do acústico, que eu acho bem legal. Tem tudo a ver com o Kid aquelas flores gigantes iluminadas, o que combina com as músicas.

Depois disso, foi um sucesso atrás do outro. Gostei de "Eu tive um sonho", "Como eu quero","Quero te encontrar", "Na rua, na chuva, na Fazenda". O momento mais emocionante foi quando eles cantaram "Nada sei", o novo single. Sem brincadeira, acho que as 10 mil pessoas presentes estavam cantando! Teve até uma canja de "baba", da Kelly Key, numa versão cult, a la Paula Toller.

No bis, o Kid retornou ao palco para cantar "Como eu vou embora", "Pintura íntima" (lógico!) e uma música escolhida pelo público. Pensei e mentalizei em Alice (não mes escreva aquela carta de amor). Nem cheguei a dizer, porque não seria ouvido mesmo, no meio daquela multidão. Não sei bem o que aconteceu, mas essa acabou sendo a música escolhida e eu fiquei bem satisfeito pq pude viver o meu momento "de volta à infância".

Muita gente por aí diz que o Kid está acabado, e só vive dos velhos sucessos. Isso não passa de uma grande mentira e é só comprar o acústico, pra ver. "Nada sei" está fazendo bastante sucesso. "Gilmarley" é bem legalzinha e "Meu vício agora" é uma balada pra ninguém botar defeito, bem no clima de "Grand´hotel". A conclusão a que chego é a seguinte: podem falar mal do Kid, mas pelo menos falem deles, porque a banda é a melhor representante do pop anos 80 do Brasil. Viva Paula Toller!






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Sábado, Janeiro 11, 2003

 
"Não há nada mais pop do que o BIG BROTHER BRASIL 3!"



Na quinta, dia 09, assisti ao programa de apresentação do BBB 3 e posso dizer que aquela mansão global não vai ser a mesma, com esses novos participantes. Não deu pra lembrar o nome e a característica de todos, mas alguns certamente já chamaram a atenção. Tem a tal da Samantha, de 28 anos, que é personal training, aqui no Rio. Marrenta, ela declarou que dá aulas em academia e para alguns clientes, indo depois à praia para comparar o seu corpo sarado com o das outras mulheres, não sem antes dar um "mergulhão" no mar de Ipanema. A outra concorrente é uma mulherzinha de 1,50m que se diz parecida com a Jennifer Lopez, o que é uma verdadeira afronta, e dança no seu quarto de um cômodo ao som de "love don´t cost a thing". E tem mais: ela disse que vendeu um carro para colocar alguns mililitros de silicone nos peitos!!!Onde já se viu uma coisa dessas? Agora ela deve andar de coletivo, feliz da vida, exibindo os novos peitos turbinados para os porteiros e peões de obra por aí afora. Não posso deixar de mencionar o punk motoqueiro que deve causar abalos na estrutura da casa. Ele se diz um cara agressivo, que é faixa preta de karatê e pratica luta livre, mas fora desse cenário declarou que se considera "um bundão". E o pior é que é mesmo. Disse que a mãe dele é a pessoa mais importante de sua vida e deu a entender que ela é quem escolhe as suas namoradas. No BBB 3 tem ainda a miss brasil, que dispensa quaisquer comentários no seu submundo do glamour, além do vaqueiro de Goiás com valores familiares e religiosos, personagem que a globo insiste em inserir nos reality shows.

Destaque mesmo merece a professorinha que vive no interior da Bahia, em um casebre sem porta e utensílios. Talvez tenha sido uma das cenas mais impressionantes do programa. Ela é simples, mas tem uma determinação grande e parece bem feliz apesar da miséria em que vive. Estou torcendo para ela. Imagina uma mulher dessas, sem nada na vida, interagindo com a marombeira ou com a clone de JLo. Quando esta última revelar à colega baiana que vendeu um carro para comprar os peitos deverá ser agredida fisicamente ou desprezada pelo grau extremo de futilidade.

A Globo armou ainda um esquema de escolha de dois participantes pelo público. Teve uma escolha e um paredão. Desse grupo sobraram uma adolescente do Rio e um francês pintor. Esse aí é uma figura e só ganhou mesmo porque o concorrente dele era surreal. O cara eliminado se dizia "latin lover" e dançou ao vivo, em sua casa, sem que ninguém pedisse! Uma coisa deprimente de se ver. Realmente, não dava para ele ficar. O francês que resistiu ao paredão, quando soube da notícia de que entraria no programa, disse: "tô dentro, porra", "não sei mais o que, porra". Pedro Bial ficou meio sem graça, mas já eram 23hs e o porra estava liberado.

Gosto muito do Bial apresentando o BBB. Realmente, o programa não teria graça sem os comentários dele. Mas nesse primeiro dia, ele estava meio deslocado. Acho que depois de apresentar o Fantástico, acabou perdendo o ritmo do programa. Todos os participantes escolhidos recebiam a notícia de que entrariam nos programas através de vídeos que eles gravavam para a produção. Passava a imagem do concorrente e em seguida um take do Bial convidando o participante a ingressar na casa, para a alegria das famílias. Bial dizia frases do tipo "vem mergulhar no BBB" e outras mais totalmente infames e constrangedoras.

Todo mundo deve ficar ligado no BBB 3, porque vem chumbo grosso por aí.





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Quarta-feira, Janeiro 08, 2003

 
Campanha de utilidade pública: Deixem os seus comentários no Cultura.pop

Sei que esse site ainda está meio no início e o pessoal deve estar meio acanhado, mas façam comentários sobre as matérias ou, pelo menos, deixem um recado no meu guestbook. Recebo um número razoável de visitas semanais, mas o povo não participa e não escreve. Estou com a sensação de que falo e penso sozinho.

E mais uma coisa: divulguem o site para os amigos que sejam adeptos da cultura pop.

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TV: A Casa das Sete Mulheres



Assisti ontem à estréia da nova minissérie da Globo, "A Casa das sete mulheres". Tenho que confessar que o seriado supera as minhas melhores expectativas. Elenco de primeira, figurinos bem cuidados e locações maravilhosas. O enredo parece bem interessante e tem o seu valor, porque vai trazer ao conhecimento do grande público a guerra da farroupilha. Trata-se de um momento marcante na história da federação brasileira, porque representou a tentativa de um estado de se tornar independente, o que, sinceramente, não passou de uma pretensão sem propósito!

Mas, voltando a série, merecem destaque as atuações de Mariana Ximenes, Nívea Maria e Thiago Fragoso. Também esteve brilhante no primeiro capítulo a atriz Camilla Morgado, uma das sete mulheres (a que prevê o futuro). Mico mesmo foi a aparição relâmpago de Thiago Lacerda. Sinceramente, não suporto mais vê-lo interpretando o mesmo papel de sempre, de Terra Nostra e todas as novelas que ele já fez anteriormente: o de galã conquistador que vive um amor proibido. Espero que, como aconteceu em "O beijo do Vampiro", o personagem dele seja eliminado o mais rápido possível, de preferência em uma daquelas batalhas.

Falando em batalhas, as cenas de guerra são muito fracas. Não sei se estou sendo exigente demais depois de assistir à continuação de "O senhor dos anéis", mas o fato é que nem criança de 3 anos vai aceitar aquilo.As lutas estão mal coreografadas e o sangue dos guerreiros não passa de uma tinta vermelha e grossa. Isso não dá a menor credibilidade aos combates e acaba alterando a qualidade global da série.

O grande problema desta série é que tem muito cacique para pouca tribo. Se vcs notarem, vão ver que "A Casa", a despeito de sua qualidade, é uma grande colcha de retalhos, com participação de todos os galãs e mocinhas da Globo.

O que a Jade está fazendo lá vestida de cangaceira?! E a Juliana Paes vestida de Jade?!Tem coisas que não dá pra entender. O que nos resta é aguardar os próximos capítulos...


(1) Mico da semana (2) Destaque da estréia



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Quarta-feira, Janeiro 01, 2003

 
"Uma visão crítica da posse de LULA"

Feliz ano novo para todos que eventualmente estejam visitando este blog.

Como milhões de outros brasileiros, assisti à transmissão da posse de LULA pela TV e preciso dizer que foi um espetáculo à parte. A esperança do povo depositada no novo governo que representa a mudança, o discurso caloroso e informal do presidente, a manifestação de populares foram cenas inesquecíveis, que já fazem parte da história política do Brasil.

Apesar de todo o brilhantismo da cerimônia de posse, preciso destacar o TOP 10 dos momentos lastimáveis ou surreais:

1.- o abraço dado por um popular em LULA, dentro do rolls royce que conduzia o Presidente ao Planalto, na frente de dezenas de seguranças;

2.- o pacote que foi arremessado para dentro do carro presidencial, sem a intervenção de qualquer dos seguranças (e se fosse uma bomba?);

3.- a foto tirada por uma popular inconveniente, que furou o bloqueio da segurança, logo após a saída de LULA do Congresso;

4.- a entrega da faixa à LULA pelo então Presidente FHC. Mesmo sendo um ato democrático, foi um tal de óculos pra lá, faixa pra cá e eles quase que não se entendem;

5.- o terno de Gilberto Gil, vulgo Ministro Marley que, definitivamente, não pertence ao mundo dos engravatados e da política;

6.- o cabelo verde e amarelo da deputada Esther Grossi;

7.- os gritos populares de "fora", dirigidos à FHC

8.- os populares dentro do lago, em frente ao Planalto, em uma demonstração de vandalismo;

9.- o cavalo branco que tombou ao lado do carro presidencial, bem no início da cerimônia;

10.- o enguiço do rolls royce presidencial, que teve que ser empurrado por todos os seguranças, para pegar no "tranco";


Ainda nesta atualização, não posso deixar de mencionar a matéria que saiu hoje no NY TIMES, falando sobre a nomeação de Gilberto Gil para Ministro da Cultura. Diz a reportagem que a chegada de Gil ao poder poderia ser comparada à nomeação de Bob Marley para integrar a equipe política do presidente LULA. Há ainda referência ao povo baiano que, segundo o jornal, não aguenta firme um dia inteiro de trabalho. A matéria se encerra concluindo que Gil Marley pode ter sido escalado por representar duas minorias, negro e nordestino. No comments.



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